Tricolor bate recorde de público em todas as edições da Série C do Campeonato Brasileiro, mas empate com Macaé (RJ) dá acesso aos cariocas
A torcida do Fortaleza, na Série C, vêm dando bons resultados quando o assunto é público nos estádios. Mesmo com a oscilação do time na terceira divisão, após oito empates e uma derrota na competição (contra o CRB/AL), que ocorreram na primeira fase do torneio, os torcedores do Leão sempre comparecem ao estádio, seja o Presidente Vargas ou Arena Castelão.
Na tarde-noite deste sábado, a partida Fortaleza 1 X 1 Macaé, válida pelas quartas de final da Série C, marcou um público total de 63.254 pessoas, com uma renda de R$ 1.981.117,00. Sendo que 62.525 mil ingressos vendidos, somados aos sócios do clube – que possui aproximadamente 5 mil sócios adimplentes -, e, somando-se ao número de não-pagantes/gratuidades. Com esses números, o Fortaleza marcou o maior público da história da Série C, oficialmente.
Com os números anunciados neste sábado (25) na Arena Castelão, o Tribuna do Ceará fez um comparativo com duas finais de campeonatos da Série C e o mata-mata que ocorreu na tarde da última sexta-feira (24).
2013
A final da Série C de 2013 foi disputada entre Santa Cruz (PE) e Sampaio Corrêa (MA). Conhecida por lotar os jogos, a torcida do Santinha colocou 33.887 pessoas no Estádio do Arruda, em Recife, para uma renda de R$ 887.845,00.
O maior público da temporada foi o jogo de acesso da Cobra Coral pernambucana. Santa Cruz 2 X 1 Betim (MG) no Arruda recebeu 57.273 pagantes, com um público total de 60 mil pessoas.
Fluminense na Série C
O tradicional time carioca jogou a Série C em 1999, e conquistou o campeonato daquele ano. Contudo, o maior público da terceirona de 99 foi entre Fluminense e São Raimundo, em Manaus, com um público final de 55.185 pessoas. Contra o Moto Clube no Maranhão, o time carioca empatou o jogo de 1 x 1, com um estádio abarrotado, contudo sem confirmação de público oficial até hoje.
O campeonato de 1999 não teve final e a disputa final se deu em um quadrangular entre Fluminense, São Raimundo (MA), Serra (ES) e Náutico (PE). Na última partida da Série C daquele ano, disputada dia 23/12, o time pernambucano recebeu o carioca no estádio dos Aflitos, e perdeu por 2 a 1. A renda do jogo não foi divulgada, porém, o público foi de apenas 1.381 pagantes.
A temporada 2014 do futebol brasileiro foi encerrada no último domingo. Com o fim do calendário, é possível fazer um balanço do que aconteceu em um ano de Copa do Mundo e que prometia enorme expectativa para o futebol cearense. o Fortaleza esperava acabar com a agonia da Série C do Brasileiro, mas o Tricolor decepcionou novamente sua torcida em um Castelão lotado
Por outro lado, é possível apontar grandes conquistas do futebol cearense. A primeira delas envolve, curiosamente, uma decepção. Em uma partida que precisava apenas de uma vitória simples para conquistar o tão sonhado retorno à Série B do Brasileiro, o Fortaleza ficou no empate com o Macaé por 1 a 1 e foi eliminado do Campeonato.
Só que os tricolores mostraram que, se o time foi de terceira divisão, a torcida é de primeira. Com mais de 63 mil pessoas, na Arena Castelão, o Fortaleza terminou 2014 com o maior público do futebol nacional (considerando jogos entre clubes). Nenhuma outra partida de qualquer outro campeonato no Brasil superou a marca das quartas de final da Série C.
Mesmo estando na serie C o Fortaleza Esporte Clube termina o ano com o maior publico do Brasil. Detentor de uma das torcidas mais apaixonadas do mundo a cada ano vem provando isso com seus numeros expressivos .
confira a lista dos
10 maiores públicos do Brasileirão 2014
.
1- Fortaleza 1 x 1 Macaé - 63.254 pagantes
2- São Paulo 2 x 0 Cruzeiro - 58.627 pagantes
3 - Cruzeiro 2 x 1 Goiás - 56. 729 pagantes 4- Cruzeiro 2 x 1 Internacional - 51.994 pagantes 5- Flamengo 0 x 1 Grêmio - 51.858 pagantes 6- Vasco 1 x 1 Icasa - 49.559 pagantes 7- Cruzeiro 2 x 3 Atlético-MG - 49.534 pagantes 8 - Vasco 1 x 0 ABC - 42.408 pagantes 9 - Sampaio Corrêa 2 x 2 Vasco - 37.332 pagantes 10- Santa Cruz 0 x 1 América-RN - 33.692 pagantes
Mazola Júnior, o cara do Paysandu em 2014 não será o
de 2015. Motivos? Após a final da Série C, sua permanência era dada como certa,
em um processo de seguimento de planejamento. O treinador chegou até em falar
nos investimentos que a diretoria bicolor deveria tomar na próxima temporada,
completamente diferente desta. Sabia e sabe que Série B é totalmente diferente
de uma Série C.
Mazola Júnior foi o principal nome da temporada do Paysandu.
Maia, novo presidente eleito do Paysandu, descartou
a renovação de Mazola. 100 mil seria o salário pedido pelo paulista, haja vista
que seu salário atual era de 40 mil mensais. Após não aceitar uma proposta, Mazola
teria feito uma contraproposta completamente fora dos padrões do clube. Então, a diretoria do Paysandu decidiu descartá-lo e procurar por outros nomes no
mercado.
Paulista deixa o comando técnico do Papão pela segunda vez, após
três vice-campeonatos. Parazão, Copa Verde e Série C.
Estaria, Mazola, se valorizando demais, devido ao vice-campeonato da Série C, ou estaria com medo de encarar o ano seguinte no clube paraense?
Se tem um nome para definir a temporada 2014 do
Paysandu Sport Club, certamente é Mazola Júnior, que chegou no final de 2013. Com
o clube rebaixado para a Série C, o treinador aceitou o desafio de disputar a
terceirona novamente, onde acabara de livrar o Cuiabá-MT do rebaixamento para a
quarta divisão.
Mazola Júnior assumiu o Paysandu com a missão de devolvê-lo à Série B.
O Paysandu começou o ano apostando nas divisões de
base à pedido do paulista, que não escondia a felicidade de estar comandando
uma instituição que ele próprio tinha um carinho especial, desde a época da
Copa dos Campeões, onde era auxiliar técnico do Cruzeiro e viu de perto a
torcida bicolor. No ano de seu centenário, o Papão da Curuzú disputou quatro
competições (Campeonato Paraense, Copa Verde, Copa do Brasil e Série C), onde o
foco principal era a terceira divisão e o acesso.
Na “obrigação” de conquistar o estadual para apagar
o rebaixamento no campeonato brasileiro, o Paysandu contou com jogadores de
base e algumas contratações badaladas, como o meio-campo Héverton, pivô de uma das maiores polêmicas do
futebol brasileiro que prejudicou a Portuguesa-SP e beneficiou o Fluminense-RJ,
e o atacante Lima, querido no Joinville-SC e com características de goleador. O
clube ficou com o vice-campeonato, e que campeonato, foram várias polêmicas envolvendo
os dois grandes do Pará e grandes decisões entre a dupla Re-Pa. Em uma delas, o
técnico Mazola disparou, alegando a existência de um sistema que favorecia o
Remo. Segundo ele, estaria tudo armado para os azulinos serem campeões e
conquistarem a vaga para a Série D.
Confusão após o terceiro gol do Paysandu, que resultou no título bicolor
do segundo turno do Parazão.
Críticas surgiram
pela forma retrancada do time jogar, apesar de ter um dos melhores ataques do
Brasil, naquele período. Mazola foi posto em cheque quando a Copa Verde acabou
sendo frustrante para o torcedor bicolor. Era o segundo vice-campeonato da
temporada, dessa vez para o modesto Brasília que superou o Papão nas
penalidades, levou o título e assegurou uma vaga para sul-americana de 2015. Após
o Parazão, Mazola se desligou do clube, alegando problemas pessoais.
Iniciava-se o período
Vica no Paysandu, um período bastante adverso. Em números, foram seis jogos,
sendo quatro derrotas e dois empates, prejudicando o Papão na briga pelas
primeiras posições do grupo A da Série C e custando uma eliminação na Copa do
Brasil para o Coritiba-PR. Sem Lima, transferido para o Ceará, em Julho, e seus
principais jogadores com o desempenho abaixado do esperado, a expectativa não
era das melhores e o rebaixamento era visto como realidade e preocupação. Eis
que Mazola Júnior retornara ao cargo de treinador, livra o Paysandu do
descenso, leva-o ao vice-campeonato da Série C e consequentemente ao acesso
para a tão sonhada Série B.
Lima, o principal jogador no primeiro semestre bicolor.
O segredo do sucesso
pode estar no envolvimento do comandante com o clube, o poder motivacional que
teve com cada jogador que trabalhou na temporada inteira. Em poucas palavras,
os jogadores jogaram por Mazola. Depois da classificação emocionante para as
quartas-de-final, o Papão tinha a missão de superar o Tupi-MG, primeiro
colocado no grupo B e invicto jogando dentro de casa, para conseguir o acesso.
Na primeira partida, em Belém, a vitória de 2-1 deixou uma parte dos torcedores
com o pé atrás, porém confiantes com o retrospecto do Paysandu após o retorno
de um velho conhecido. Em Juíz de Fora, Ruan garantiu o acesso bicolor em um
golaço, encobrindo o goleiro mineiro. A festa estava armada, a cidade de Belém
parou, era o retorno do Papão à Série B, após estar desacreditado.
Ruan(sem camisa) garantiu o acesso do Paysandu.
Os méritos foram de
todos. Entre os destaques, o zagueiro Charles, os volantes Augusto Recife e
Capanema, o lateral-direito Yago Pikachu e os atacantes Bruno Veiga e Ruan, que
mudaram completamente a transição entre defesa e ataque no esquema tático
bicolor.
Foi na raça, assim
como nas conquistas do Papão da Amazônia. O título não veio, mesmo com o
passeio em cima do Mogi Mirim-SP, na semifinal, e o amplo favoritismo na grande
final. O Macaé-RJ acabou sendo consagrado campeão, após o empate em 3-3, diante
de um Mangueirão lotado, fazendo valer o critério de gol fora, já que na
primeira partida, no Rio de Janeiro, o time paraense arrancou um empate em 1-1.
Mosaico feito pela torcida do Paysandu na final da Série C.
Nada que tira-se os
méritos do Paysandu na temporada, o principal objetivo foi alcançado e o
planejamento para a temporada 2015 já começou, com a manutenção de Mazola e a
permanência de alguns jogadores sendo negociadas. É preciso rever os erros do
passado para não serem cometidos novamente e proporcionar um novo rebaixamento.
Será que o torcedor bicolor aceitará uma possível nova temporada de
vice-campeonatos? Em relação à Série B a resposta é unânime.
Elenco que garantiu o acesso bicolor para a Série B em 2015.
Goleiro, volante e zagueiro conversam com
gerente de futebol do Tricolor e deixam o clube. Ao todo, 13 jogadores
já se despediram do Pici após saída da Série C
Mais três jogadores acertaram rescisão de contrato com o Fortaleza na manhã desta terça-feira (18). O zagueiro Adalberto, o goleiro Ricardo e o volante Corrêa conversaram com o gerente de futebol do clube, Júlio Manso, e deixaram o Pici. Ricardo ganhou a confiança de Marcelo Chamusca e da torcida ao longo da temporada. No entanto, a falha no gol do Macaé, na Arena Castelão, foi determinante para a eliminação nas quartas de final da Série C este ano.
Adalberto foi titular absoluto ao lado de Genilson, a dupla sofreu apenas 12 gols juntando a primeira fase e as quartas da Terceirona. Corrêa também se tornou homem de confiança de Chamusca, passando experiência ao grupo em momentos decisivos. Outros dez jogadores já deixaram o Pici: André Zuba, Tiago Cametá, Hudson, Genilson, Eduardo Luiz, Breno, Erick Flores, Radar, Guto e Wellington Bruno.
Dos 30 jogadores que disputaram a Série C, somente seis têm contrato em vigência até o próximo ano: os goleiros Erivélton e Max Wallef, o zagueiro Max Oliveira, o volante Walfrido, e os atacantes Uilliam e Romarinho. Em 2015, o Fortaleza jogará o Campeonato Cearense, a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e a terceira divisão nacional.
Fortaleza ocupa o 10º lugar no rankig de média de público do Brasileirão 2014, incluindo as Séries A, B, C e D. (Foto: Nodge Nogueira)
Apoio incondicional, essa é a palavra correta para descrever a torcida do Fortaleza no Campeonato Brasileiro 2014. Após esta última rodada, em que o Leão enfrentou o Paysandu, ocasião em que mais de 22 mil tricolores compareceram à Arena Castelão, o Leão do Pici passou a ocupar o 10º lugar no ranking de média de público do Brasileirão, incluindo as Séries A, B, C e D.
Neste campeonato, o Tricolor já arrastou 85.312 (público pagante) torcedores apaixonados para o estádio, para torcer e apoiar o time durante os 90 minutos, atingindo uma média de público de 14.219 tricolores por jogo, sendo o único clube fora da elite do futebol nacional a figurar entre os 10 times do ranking. Além de estar no Top 10, o Fortaleza também é a 2ª equipe com maior média de público do Nordeste, perdendo apenas para o Sport, com média de 15.044 torcedores por partida.
Falando de Série C, o Tricolor do Pici tem os três maiores públicos da competição, o primeiro com o Paysandu, nesta última rodada, quando 21.545 pagantes estiveram na Arena Castelão. Seguido por Fortaleza x Botafogo-PB, 19.958 pagantes e Fortaleza x Salgueiro, 17.612 torcedores. Apenas em dois jogos no campeonato o Fortaleza não conseguiu superar a marca de 10 mil torcedores.
No Estado, o Leão vence com sobras o maior rival, que ocupa atualmente a 19ª colocação, com uma média de público de 9.474 torcedores. A equipe de Chamusca também aparece na frente de grandes clubes como, Atlético/MG, Santa Cruz, Bahia, Vasco, Vitória, Náutico, entre outros. A torcida que lidera o ranking também é tricolor, que é a do São Paulo. Clube paulista está em 1º lugar com uma média de público de 32.129 torcedores por jogo.
Os números apenas demonstram a confiabilidade da torcida tricolor no atual elenco do Leão, e O apoio que esses apaixonados e fanáticos dão ao time em qualquer circunstância, estando na elite do futebol ou na Série C. Unido com todos estes tricolores, o Fortaleza segue em busca do seu maior objetivo, que é o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.
O Tricolor do Pici só tem que agradecer a estes apaixonados que vibram, gritam, cantam, sofrem e apoiam, acima de tudo, o time nas arquibancadas. Você, torcedor, é o principal responsável pelo sucesso do clube, e o seu apoio até o final desta competição será essencial para conseguirmos chegar a vitória final. O Fortaleza Esporte Clube conta com a Maior Torcida do Estado para chegar ao tão almejado acesso!
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO FEC: Jornalistas: Nodge Nogueira/Raíssa Feijó
Assim como já havia acontecido anteriormente com outros atletas, o lateral direito Hudson procurou a gerência de futebol do Fortaleza na tarde desta quarta feira (05) para rescindir o seu contrato com o Fortaleza.
Assim como já havia acontecido anteriormente com outros atletas, o lateral direito Hudson procurou a gerência de futebol do Fortaleza na tarde desta quarta feira (05) para rescindir o seu contrato com o Fortaleza.
Encerrada a participação do Fortaleza na atual temporada, alguns atletas que compõem o elenco profissional passaram a procurar o departamento de futebol do clube, com o objetivo de solicitarem seus desligamentos do Fortaleza e formalizarem as respectivas rescisões de contratos, bem como iniciarem negociações para possíveis renovações.
Durante esse período que sucedeu a participação do clube na Série C, sete jogadores já compareceram ao Pici com o intuito pedir seu desligamento e rescindir contrato com o Fortaleza, negociações que resultaram nas rescisões, casos de Erick Flores, André Zuba, Eduardo, Genilson, Tiago Cametá, Breno e Hudson.
A diretoria do Fortaleza agradece a todos esses profissionais que fizeram parte do elenco tricolor e se dedicaram ao máximo na busca dos objetivos na atual temporada, desejando boa sorte a todos.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO FORTALEZA Jornalistas: Nodge Nogueira/Raissa Feijó
Quando se pensa nas equipes que participam da Série C qual é o primeiro clube que vêm a sua mente, se eu não estiver enganado geralmente será o Fortaleza, o clube que já foi duas vezes vice-campeão brasileiro em 1960 e 1968 vive atualmente uma fase difícil, mesmo com o apoio de sua fanática torcida e elenco recheado de medalhões e bons jogadores para a Série C (vale ressaltar), há cinco anos que o time não consegue subir de divisão sendo que em 2012 e esse ano foi eliminado no mata-mata por Oeste e Macaé e em 2011 foi salvo de um rebaixamento para a Série D com um gol de Marcos Goiano aos 43 minutos do 2º tempo contra o CRB. O que aconteceu para esse sonhado acesso virasse tormento na vida dos tricolores?
Vamos analisar cada um dos anos que o Fortaleza passou na Série C mostrando os pontos positivos e negativos de cada campanha:
2010: Time invicto eliminado na primeira fase.
É incrível porém é real que o Fortaleza saiu invicto da competição e eliminado da primeira fase, o clube enfrentou o Paysandu, Águia de Marabá, Rio Branco e São Raimundo/PA. De oito jogos o Fortaleza venceu somente o São Raimundo/PA na ida e volta e empatou seis vezes ficando em 3º lugar com o mesmo número de ponto do Águia (12 pontos). Na última partida o Fortaleza deveria venceu o Águia fora de casa e começou na frente com Tatu aos 25 minutos do 2º tempo, mas Torrô empatou e acabou com as chances de classificação.
Nesse ano o elenco era composto de muitas promessas da base e alguns veteranos como o goleiro Fabiano (hoje no Remo), o zagueiro André Turatto, o meia Paulo Isidoro ex-Palmeiras e o atacante Finazzi ex-Corinthians (hoje na Itapirense/SP).
2011: Quase rebaixamento inesperado.
O segundo ano de Série C foi o pior de todos com emoção até o último minuto, o Fortaleza enfrentou o América/RN, CRB, Guarany de Sobral e Campinense. Dos oito jogos venceu duas partidas contra Guarany e CRB ambos em casa, empatou três e perdeu três jogos conquistando somente 9 pontos quase sendo rebaixado para terrível Série D, o Campinense pegou sua vaga mesmo ganhando por 1 a 0. O Fortaleza venceu o CRB por 4 a 0 dois gols de Vavá, um de Gustavo Papa e um Marcos Goiano.
Nesse ano o elenco era composto de muitos jogadores que atuaram no arquirrival Ceará caso do goleiro Lopes, zagueiro Dezinho, volante Esley e os atacantes Vavá e Wellington Amorim, além do "Rei de Recife" Carlinhos Bala que atualmente está no Porto de Ipojuca time amador de Pernambuco.
2012: O acesso fica no quase.
O terceiro ano já foi bem melhor pelo menos no que se diga até a penúltima partida do campeonato. A Série C mudou o formato agora temos dois grupos com dez times, o Fortaleza passeou pela primeira fase fazendo inacreditáveis 39 pontos em 18 partidas (11 vitórias, 6 empates e 1 derrota). A primeira vez que o Fortaleza passou de fase iria enfrentar o desconhecido Oeste de Mazinho (hoje no Palmeiras) e Serginho, todos apostavam em triunfo tricolor que aumentou ainda mais depois do empate no 1º jogo em Itápolis/SP, porém o imponderável aconteceu o Oeste venceu por 3 a 1 no Presidente Vargas lotado adiando mais uma vez o acesso tricolor. Oeste foi campeão da Série C nesse ano.
O elenco desse ano era mais enxuto do que os anos anteriores sem grandes caras do futebol brasileiro, mas podemos ressaltar o meia Geraldo (que subiu o Confiança/SE para Série C esse ano) e os atacantes Rômulo ex-Cruzeiro e Jaílson ex-Corinthians.
2013: A vaga no mata-mata ficou por um triz.
Este ano foi o muito complicado de traçar um prognóstico, o Treze veio para atrapalhar a vida de todos no campeonato, se não bastasse a tabela ficou muito embolada o 1º colocado Santa Cruz teve 34 pontos e o 9º colocado o Brasiliense teve 30 pontos, no meio de tudo isso o Fortaleza ficou em 5º colocado com 32 pontos sendo que era líder até os acréscimos da última partida da fase e o gol de Paulo Sérgio do Sampaio Corrêa estragou a festa tricolor no Castelão.
O elenco foi composto de vários atletas que vestiram e ainda são reconhecidos pelo seu trabalho no clube casos do goleiro João Carlos e o zagueiro Ciro Sena (hoje ambos no Boa Esporte), o zagueiro Ronaldo Angelim "O Magro de Aço" e o artilheiro desse ano Robert ex-Palmeiras.
2014: Novamente o fantasma do mata-mata atacou.
Em 2014 a torcida leonina reacendeu suas esperanças com a boa campanha na primeira fase conquistando 35 pontos (9 vitórias, 8 empates e 1 derrota), a vaga para o mata-mata estava conquistada com antecedência fizeram uma preparação digna de acesso, porém a impaciência foi inimiga do acesso do Fortaleza. Mais uma vez o Leão do Pici enfrentou um clube sem tradição, o Macaé que parecia sem forças na primeira partida com placar de 0 a 0, mas mostrou paciência e bons valores como o goleiro Milton Raphael da base do Botafogo e calou a vontade de gritar o tão sonhado acesso do Fortaleza, o placar foi 1 a 1 gols de Juba e Waldison. Cinco anos de superioridade institucional, estrutural e de elenco não foram capazes de vencer a barreira da Série C.
Esse ano o elenco foi o melhor de todos, atletas gabaritados que não conseguiram dar o acesso como o meia Marcelinho Paraíba ex-Flamengo e São Paulo, o volante Corrêa ex-Palmeiras e Flamengo e o lateral Fernandinho ex-Cruzeiro e Atlético Mineiro.
Agora só resta juntar os cacos da antiga diretoria já que Osmar Baquit saiu da presidência da equipe e formar um novo corpo de membros da diretoria para depois pensar na organização total do clube.
Tudo encaminhava-se para que 2014 fosse um ano de festa para a torcida bicolor. As comemorações do Centenário do clube em fevereiro emocionaram e despertaram o sentimento de esperança por dias melhores na Curuzu, após o rebaixamento para a Série C ocorrida no ano anterior.
Jogo do Centenário (Foto: Site Oficial do Paysandu)
E a equipe comandada pelo Técnico Mazola Júnior (até então conhecido apenas pela goleada sofrida para o Paysandu e eliminação em plena Ilha do Retiro na Copa do Brasil 2012, quando estava a frente do Sport), vinha bem dentro de campo.
Com uma ótima campanha na temporada, o Paysandu estava invicto a 21 jogos, dono do segundo melhor ataque do Brasil e vinha empolgando sua imensa e apaixonada torcida.
A partir deste retrospecto, e tradição no cenário nacional, o time bicolor possuía todas as credenciais para conquistar o título da Copa Verde e consequentemente a vaga pra Sulamericana 2015.
Entusiasmados com a possibilidade de presenciar mais uma grande conquista do clube, milhares de torcedores fizeram uma verdadeira "Invasão Bicolor" na capital federal no dia 21 de abril de 2014, viajando mais de 1.800km para assistir a Final da Copa Verde contra o, até então, ilustre "desconhecido" Brasília Futebol Clube.
Para decepção dos bicolores presentes no Estádio Mané Garrincha, e os que ficaram em Belém, o grito de campeão ficou preso em suas gargantas após a última cobrança de pênalti que deu ao Brasília o título de campeão (apesar do caso da irregularidade de alguns jogadores ainda não ter sido julgado pelo STJD).
Jogadores após a derrota nos pênaltis (Foto: ORM News)
Essa perda parece ter abalado não somente os torcedores, mas o próprio elenco bicolor. Pois a partir daí, a ascenção se transformou em queda livre com a posterior derrota na decisão do Campeonato Paraense para o seu maior rival, além da saída do técnico Mazola e a parada para a realização da Copa do Mundo.
A falta de jogos, prejuízos com renda nos jogos sem público (devido à punição pelo STJD) e a inadimplência da maioria dos Sócios Bicolores, acarretaram sérios problemas financeiros ao clube. Tudo isso, somado ao fracasso na Copa Verde, Campeonato Paraense e Copa do Brasil, além da saída do artilheiro do time, o atacante Lima, sinalizava para um ano a ser esquecido pelo torcedor do Papão.
O que parecia ruim, ficou pior, com a chegada do Técnico Vica, que conseguiu a proeza de não vencer uma partida sequer em 6 jogos disputados. Nesse momento, o Paysandu beirava a zona de rebaixamento do grupo A da Série C.
Após a demissão de Vica, a diretoria do Paysandu trouxe de volta o Mazola Júnior, agora com o status de "Salvador da Pátria" e, dessa vez, conhecido e elogiado pela maior parte da torcida, pelo seu comportamento dentro e fora de campo (apenas um exemplo: Mazola se cadastrou no programa Sócio Bicolor e continuou adimplente mesmo depois que saiu do clube).
Com o retorno do comandante bicolor do início do ano, o Papão ganhou novo ânimo e os jogadores que permaneceram no elenco pareciam estar "fechados" com o objetivo inicial de sair dessa situação incômoda. Isso foi observado no jogo em que o Paysandu voltou a jogar bem e convencer com uma vitória por 3 a 0 em cima do CRB, onde a torcida gritava ao final da partida "O campeão voltou" e "O Mazola voltou".
Meia Djalma comemora com a torcida após marcar o terceiro gol de Paysandu 3x0 CRB
(Foto: Site Oficial do Paysandu)
A partir daí, foram 10 jogos e apenas 2 derrotas, até chegar ao ápice deste momento de superação e recuperação bicolor, o chamado "Jogo do Acesso" em Juiz de Fora-MG.
A classificação conquistada na última rodada, após passar a maioria do campeonato fora do G-4, já mostrava que os "Deuses do Futebol" estavam a favor do Paysandu dessa vez.
E após vencer o primeiro jogo do mata-mata decisivo, os guerreiros bicolores foram a Juiz de Fora escrever mais um capítulo glorioso da história do clube mais vitorioso do Norte do Brasil.
Aos 41 minutos do segundo tempo, aquele grito preso na garganta no Mané Garrincha pôde ser solto e ecoado em milhares de vozes espalhadas nos bares e lares bicolores no Estado do Pará. Aquela lágrima derramada no final de 2013, agora significava a alegria de ter voltado à Série B, quando poucos acreditavam.
Gol que deu o acesso a Série B ao Paysandu
Só quem passou por todos esses momentos, sabe do alívio sentido após ver o clube quase afundar e cair para a Série D.
O Papão está de volta, para a alegria de milhares de torcedores bicolores que invadiram o Aeroporto Internacional e ruas de Belém para recepcionar, como diria o personagem "Narrador Bicolor", a Tropa de "guerreiros" comandada pelo "Capitão" Mazola Júnior.
Torcedores bicolores no Aeroporto de Belém recepcionando a delegação do Paysandu
(Foto: Site Oficial do Paysandu)
Vídeo da Papão TV mostrando a festa bicolor em Belém-PA